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Macropositivohá 6 dias

EUA ponderam usar TGA de 1 bilião de dólares para recomprar dívida

O Tesouro norte-americano pode usar a sua conta geral de 950 mil milhões de dólares para financiar a recompra de obrigações de longo prazo e conter as rendibilidades.

O Tesouro dos EUA pode recorrer à Treasury General Account (TGA), que conta atualmente com cerca de 950 mil milhões de dólares, para financiar o aumento da compra de obrigações do Estado. A medida visa dar capacidade ao governo para influenciar as rendibilidades dos títulos de longo prazo, após a decisão de duplicar as recompras de títulos off-the-run de dois para pelo menos quatro mil milhões de dólares.

O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, descreveu a operação como um Treasury Twist, sinalizando o financiamento através de títulos de curto prazo. Contudo, a ausência de esclarecimentos iniciais sobre a origem dos fundos gerou ceticismo nos mercados, fazendo subir as yields após uma valorização inicial das obrigações.

A utilização da TGA — a conta de depósito do governo no Federal Reserve — poderá alterar essa perceção. O montante atual supera o objetivo de 550 a 600 mil milhões de dólares definido durante a administração Biden, oferecendo margem financeira sem aumentar os riscos de curto prazo associados ao teto da dívida, previsto apenas para o inverno ou primavera do próximo ano.

Responsáveis do Tesouro rejeitaram as críticas de falta de previsibilidade, esclarecendo que os calendários oficiais de leilões se mantêm inalterados. As operações começam a 9 de setembro, dando tempo ao mercado para assimilar a estratégia de equilíbrio fiscal.

Impacto nos mercados

A eventual utilização da TGA para recompras reforça a capacidade do Tesouro de conter as rendibilidades dos títulos de longo prazo sem pressionar de imediato as emissões de curto prazo. A medida tende a trazer estabilidade ao mercado de dívida soberana dos EUA, com impacto direto nas taxas de juro e nos fundos cotados do setor obrigacionista.

Artigo da redação da Bull Value a partir de fontes noticiosas internacionais. Não constitui recomendação de investimento.

Fontes originais: CNBC

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