Ouro atinge máximo de mais de três meses impulsionado por dólar fraco e recompras dos EUA
O preço do ouro subiu para o nível mais alto em mais de três meses, sustentado pela desvalorização do dólar e pelo plano de recompra de obrigações do Tesouro dos EUA.
O ouro a pronto valorizou 0,6% para os 4 677,19 dólares por onça, atingindo o nível mais alto desde meados de maio. A subida reflete a desvalorização do dólar e o impacto dos planos de recompra de obrigações por parte do Tesouro dos EUA, que têm travado a subida das yields dos títulos públicos.
Segundo a UOB, o ativo caminha para registar o maior ganho mensal desde setembro de 1999, acumulando uma subida superior a 15% este mês. O movimento impulsionou também a prata a pronto, que avançou 0,4% para os 69,19 dólares por onça, enquanto os contratos futuros de ouro subiram 0,5% para os 4 720,3 dólares.
O recuo de 0,8% no índice do dólar este mês torna o ouro mais atrativo para detentores de outras moedas. Adicionalmente, a queda de três pontos base nos rendimentos das obrigações do Tesouro reduz o custo de oportunidade de deter metal precioso.
O foco do mercado desloca-se agora para o discurso do presidente da Fed, Warsh, no simpósio de Jackson Hole. A Citi nota que uma intervenção mais rígida pode interromper a subida, mas uma surpresa mais acomodatícia será fortemente favorável para o ouro perante preocupações com a independência do banco central e a sustentabilidade da dívida norte-americana.
Impacto nos mercados
O cenário atual favorece o ouro e a prata em detrimento do dólar norte-americano e dos rendimentos das obrigações do Tesouro dos EUA. A evolução a curto prazo dependerá da sinalização da política monetária pela Reserva Federal em Jackson Hole.
Artigo da redação da Bull Value a partir de fontes noticiosas internacionais. Não constitui recomendação de investimento.
Fontes originais: CNBC