Bitcoin ultrapassa 80.000 dólares impulsionada por entrada de fundos e liquidações
A Bitcoin superou os 80.000 dólares após fortes entradas em ETF nos EUA e a liquidação de mais de 4 mil milhões de dólares em posições curtas.
O valor da Bitcoin ultrapassou a barreira dos 80.000 dólares nesta terça-feira, sustentado pelo regresso das entradas de capital nos ETF no mercado à vista nos Estados Unidos e por um maior apetite pelo risco. A aceleração do movimento seguiu-se a uma subida superior a 20% em três dias na semana passada, impulsionada por um short squeeze que liquidou mais de 4 mil milhões de dólares em posições pessimistas.
O anúncio do Tesouro norte-americano de que irá duplicar as compras de dívida pública de prazo mais longo contribuiu para pressionar os rendimentos dos títulos no curto prazo e renovar a procura por ativos de risco. Paralelamente, as crescentes preocupações com a inflação e a dívida governamental reforçaram o interesse por ativos percetivelmente escassos, levando os ETF de Bitcoin nos EUA a atrair 1,92 mil milhões de dólares em entradas líquidas na semana passada — o valor semanal mais elevado desde outubro.
Apesar das dúvidas sobre a sustentabilidade da rutura após um período de fraqueza prolongado, a Fundstrat aponta que esta recuperação pode ser mais duradoura do que um mero ressalto tático. A casa de investigação destaca a forte criação de stablecoins, a maior atividade no mercado de opções a prazos mais longos e o facto de a subida ter ocorrido sem novas compras por parte da Strategy, o maior detentor empresarial da criptomoeda, que não adquire Bitcoin há duas semanas.
Impacto nos mercados
O renovado dinamismo do setor refletiu-se também noutros ativos digitais, com a XRP a subir 2,6% para os 1,52 dólares e a acumular um ganho de cerca de 50% em sete dias. O forte fluxo de capital para os ETF no mercado à vista e a subida na negociação de derivados fortalecem o sentimento positivo no mercado de criptoativos e de instrumentos ligados ao setor.
Artigo da redação da Bull Value a partir de fontes noticiosas internacionais. Não constitui recomendação de investimento.
Fontes originais: CNBC