Emprego nos EUA recua em julho e envia sinais mistos aos mercados
A criação de postos de trabalho nos EUA caiu inesperadamente em julho, mas a taxa de desemprego também baixou, deixando os investidores perante sinais contraditórios.
O relatório de emprego não-agrícola (nonfarm payrolls) nos Estados Unidos registou uma queda inesperada no mês de julho. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego também diminuiu, transmitindo sinais ambíguos aos investidores sobre o ritmo de recuperação do mercado de trabalho.
Kevin Gordon, responsável de investigação macro no Schwab Center for Financial Research, comparou o relatório a uma galeria de espelhos que confunde os investidores quanto ao abrandamento do setor. Por seu lado, o Bank of America considera que o resultado foi globalmente dovish, mas mantém a previsão de que a Reserva Federal subirá as taxas de juro em 75 pontos base este ano, a começar em setembro. O banco destaca que a autoridade monetária continuará mais focada na inflação do que no emprego, tornando os próximos dados do índice de preços ao consumidor (CPI) ainda mais decisivos.
Embora o mercado acionista possa acolher de forma positiva a leitura dovish do relatório, a Amova Asset Management Americas alerta para os riscos no potencial de crescimento económico futuro numa conjuntura em que menos pessoas estão a trabalhar.
Impacto nos mercados
A perspetiva de uma Reserva Federal atenta ao abrandamento do emprego pode dar algum suporte temporário ao mercado acionista, mas o foco contínuo na inflação e o alarme sobre o crescimento futuro mantêm a incerteza nos mercados de ações e na dívida soberana.
Artigo da redação da Bull Value a partir de fontes noticiosas internacionais. Não constitui recomendação de investimento.
Fontes originais: CNBC Economy