EUA fecham acordo com a Venezuela para controlar 65 mil milhões de barris de petróleo
O Presidente dos EUA anunciou um acordo com a Venezuela para obter o controlo maioritário de mais de 65 mil milhões de barris de reservas de petróleo, sem custos para os contribuintes.
Os Estados Unidos alcançaram um acordo com a Venezuela para obter o controlo maioritário de mais de 65 mil milhões de barris de reservas de petróleo. O anúncio foi feito pelo Presidente Donald Trump, numa altura em que o conflito armado com o Irão perturba o comércio mundial de crude e impulsiona a volatilidade no setor energético.
Segundo Trump, a transação foi coordenada com líderes governamentais venezuelanos e contou com uma parceria com empresas privadas não identificadas, garantindo que o processo ocorre sem custos para os contribuintes norte-americanos. A operação permite mais do que duplicar a reserva de crude dos EUA, numa altura em que o Strategic Petroleum Reserve se encontrava em mínimos dos anos 80.
Este desenvolvimento sucede à intervenção militar norte-americana de janeiro na Venezuela, na qual o então presidente Nicolás Maduro foi capturado. Com este acordo, a administração norte-americana pretende travar a subida dos combustíveis no mercado interno, onde a gasolina atingiu uma média de 4,09 dólares por galão, o que representa uma subida homóloga de 27%.
A escassez de oferta tem sido agravada pelas perturbações no Estreito de Ormuz, onde o trânsito diário de navios caiu de cerca de 100 para apenas algumas embarcações. Apesar de o crude West Texas Intermediate (WTI) ter recuado 4% esta semana, a cotação acumula uma subida superior a 24% desde o início das hostilidades com o Irão.
Impacto nos mercados
A perspetiva de maior oferta de crude trouxe um alívio imediato às cotações, levando o WTI a fechar a semana em queda de 4%, a primeira após duas semanas consecutivas de ganhos. No entanto, o mercado das commodities energéticas e as empresas do setor petrolífero continuam expostos ao risco geopolítico no Médio Oriente e às restrições de circulação no Estreito de Ormuz.
Artigo da redação da Bull Value a partir de fontes noticiosas internacionais. Não constitui recomendação de investimento.
Fontes originais: CNBC