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Macronegativohá 13 dias

Economia da China abranda em julho com queda no investimento e consumo fraco

Os dados de julho na China confirmam um arrefecimento generalizado, marcado por quedas no investimento urbano e um crescimento de apenas 0,6% no retalho.

A economia chinesa perdeu momento em julho, com os principais indicadores económicos a ficarem abaixo das estimativas dos analistas. As vendas a retalho registaram um crescimento de apenas 0,6% em termos homólogos, abaixo dos 1,5% previstos, enquanto a produção industrial abrandou para 4,5%. O desemprego urbano oficial subiu para 5,2%, aumentando a pressão sobre Pequim para reforçar os estímulos na segunda metade do ano.

O investimento em ativos fixos urbanos acentuou a contração para 6,7% até ao final de julho, penalizado pela crise prolongada no setor imobiliário e por restrições ao endividamento dos governos locais. No setor bancário, os novos empréstimos concedidos em julho registaram a maior queda mensal de que há registo, refletindo a retração no crédito à habitação e a maior cautela das instituições financeiras na concessão de financiamento.

A fragilidade do mercado de trabalho é reforçada por um estudo privado da Universidade de Tsinghua, que aponta para uma taxa de desemprego alargada de 10,2%, com mais de metade dos desempregados de longa duração concentrados na faixa dos 16 aos 24 anos. Adicionalmente, a atividade fabril voltou a contrair em julho, afetada pela quebra nas encomendas internas e por perturbações decorrentes de condições meteorológicas extremas.

Em sentido oposto, as exportações continuaram a ser o principal motor da atividade, ao crescerem 23,9% em julho impulsionadas pela procura global associada ao investimento em inteligência artificial. Este desempenho, contudo, continua a expandir o excedente comercial da China, elevando o risco de surgimento de novas restrições comerciais por parte de parceiros internacionais.

Impacto nos mercados

O arrefecimento da atividade económica na China afeta o sentimento nos mercados globais, em particular nos setores expostos à procura por matérias-primas, energia e bens de consumo. Por outro lado, o forte desempenho das exportações chinesas ligadas ao ecossistema de inteligência artificial evidencia a resiliência da procura mundial na tecnologia, contrastando com a fraqueza da procura doméstica chinesa.

Artigo da redação da Bull Value a partir de fontes noticiosas internacionais. Não constitui recomendação de investimento.

Fontes originais: CNBC

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