Editoras de música processam Anthropic por violação de direitos de autor
Unidades da Sony Music e Warner Music avançaram com um processo contra a Anthropic, acusando a startup de IA de utilizar ilegalmente milhares de composições protegidas.
Algumas das maiores editoras de música do mundo processaram a Anthropic num tribunal federal na Califórnia, alegando uma violação em massa de propriedade intelectual. As unidades da Sony Music e da Warner Music acusam a startup, o presidente executivo Dario Amodei e o cofundador Benjamin Mann de descarregarem e utilizarem ilegalmente composições protegidas por direitos de autor para treinar os modelos de inteligência artificial da série Claude.
A queixa de 48 páginas sustenta que a Anthropic pirateou milhares de obras musicais a uma escala massiva para gerar lucros elevados. Os autores do processo pedem indemnizações de centenas de milhares de dólares por cada obra infringida. A dimensão da ação distingue-se de outros litígios anteriores, como o da BMG contra a empresa, que visava apenas 493 composições.
O sistema de direitos de autor da indústria musical abrange letras, gravações e composições divididas por vários titulares, expondo as empresas de IA a múltiplos processos pela mesma música. Esta estrutura permite pedidos de indemnização legal sem a necessidade de provar perdas financeiras diretas em tribunal. A Anthropic já tinha acordado, em setembro de 2025, um pagamento de 1,5 mil milhões de dólares com autores e editoras noutro litígio de direitos de autor.
Impacto nos mercados
O processo aumenta a incerteza jurídica e os potenciais custos operacionais para as empresas de inteligência artificial generativa, ao mesmo tempo que reforça a defesa dos ativos intelectuais das grandes editoras musicais. O litígio pode influenciar o desempenho das ações de cotadas do setor de entretenimento e música, como a Sony Group Corporation e a Warner Music Group, além de criar entraves ao modelo de negócio de treino de modelos de linguagem.
Artigo da redação da Bull Value a partir de fontes noticiosas internacionais. Não constitui recomendação de investimento.
Fontes originais: Yahoo Finance