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Macronegativohá 12 dias

Rendimento dos títulos a 30 anos dos EUA atinge máximo de 19 anos

O rendimento da dívida norte-americana a 30 anos fixou-se nos 5,323%, um máximo de 19 anos, impulsionado pelo défice fiscal dos EUA, inflação persistente e tensões geopolíticas.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA a longo prazo subiram para os níveis mais elevados em quase duas décadas. O rendimento das obrigações a 30 anos avançou para 5,323%, aproximando-se do valor mais alto desde 2002. A degradação da situação fiscal norte-americana, a inflação persistente e o agravamento das tensões no Médio Oriente estão a impulsionar os juros da dívida pública.

O défice fiscal dos EUA aumentou para 432,3 mil milhões de dólares em julho, o total mensal mais elevado desde março de 2021, elevando o défice acumulado no ano para quase 1,8 biliões de dólares. Os juros pagos para financiar a dívida nacional de quase 40 biliões de dólares já custaram ao governo cerca de 1,2 biliões de dólares este ano. Apesar dos dados recentes demonstrarem uma inflação moderada em junho e julho, a taxa anual continua acima do objetivo de 2% da Reserva Federal.

O mercado de dívida foi também impactado pelo fim do prazo para um acordo de paz entre os EUA e o Irão, impulsionando os preços do petróleo. Com o Irão a afastar o prolongamento das negociações, os investidores começaram a antecipar um encerramento prolongado do Estreito de Ormuz. Esta pressão nos custos de endividamento soberano estendeu-se a nível global, com as obrigações a 30 anos na Alemanha, França, Reino Unido e Japão a negociarem em máximos de vários anos ou décadas.

Impacto nos mercados

A subida generalizada dos rendimentos das obrigações soberanas e do petróleo aumenta os custos de financiamento globais, exercendo pressão negativa sobre o mercado acionista e sobre os ativos de rendimento fixo. O agravamento da taxa de referência a 10 anos nos EUA para 4,732% encarece diretamente o crédito à habitação e ao consumo, elevando o custo do capital para a economia em geral.

Artigo da redação da Bull Value a partir de fontes noticiosas internacionais. Não constitui recomendação de investimento.

Fontes originais: CNBC

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