Lululemon afunda 15% após queda nas receitas e corte na previsão anual
A Lululemon registou uma queda de 4% na receita trimestral e reduziu a previsão anual, penalizada pela fraca adesão a novos produtos e abrandamento nas vendas.
As ações da Lululemon sofreram uma queda de 15% após a empresa reportar resultados do segundo trimestre fiscal abaixo do esperado e reduzir as suas perspetivas financeiras para o resto do ano. A receita da retalhista de vestuário desportivo recuou 4% no trimestre, acompanhada por um decréscimo de 9% nas vendas comparáveis.
A gestão atribuiu o desempenho fraco a um abrandamento acima do previsto nas categorias centrais do seu catálogo, nomeadamente nas leggings, bem como a uma adesão inconsistente aos novos lançamentos. A presidente executiva interina, Meghan Frank, destacou também o impacto de comentários negativos nas redes sociais e a pressão contínua nos dois maiores mercados da marca. O lucro líquido fixou-se em 329,2 milhões de dólares, abaixo dos 370,9 milhões de dólares do período homólogo.
Para a totalidade do ano fiscal, a Lululemon revê em baixa a faturação esperada para um intervalo entre 10,35 mil milhões e 10,5 mil milhões de dólares, face ao intervalo anterior de 11 mil milhões a 11,15 mil milhões de dólares. A projeção para o lucro por ação cai para um intervalo entre 9,48 e 9,73 dólares, contando com o apoio de 134,5 milhões de dólares em reembolsos tarifários. A nova presidente executiva, Heidi O'Neill, assume a liderança da empresa na próxima semana com o foco na renovação do estilo e no controlo do inventário.
Impacto nos mercados
O afundamento das ações da Lululemon pressiona o setor do retalho especializado e do vestuário desportivo na bolsa norte-americana. A revisão em baixa do guidance reflete margens sob pressão e incerteza na recuperação do consumo nos seus principais mercados.
Resumo elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes indicadas. Pode conter erros ou omissões: confirma sempre na fonte. Não é aconselhamento nem recomendação de investimento.
Artigo da redação da Bull Value a partir de fontes noticiosas internacionais. Não constitui recomendação de investimento.
Fontes originais: CNBC