Petróleo ronda 109 dólares com novos ataques na Rússia e no Médio Oriente
A cotação do crude mantém-se elevada após drones ucranianos atingirem instalações petrolíferas em São Petersburgo e dois petroleiros serem atacados no Golfo Pérsico.
Os preços do petróleo bruto mantêm-se em níveis elevados, com o mercado a avaliar os impactos de uma nova vaga de ataques contra a infraestrutura energética russa e o agravamento da insegurança marítima no Médio Oriente. O Brent negoceia próximo dos 109 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate se fixa acima dos 101 dólares.
Em São Petersburgo, um ataque massivo com drones ucranianos provocou incêndios num terminal e num depósito de combustível no domingo. A instalação visada é responsável pela exportação de cerca de 120 mil barris diários de produtos refinados, segundo dados da consultora Kpler. A retaliação de Kiev surge após a continuação dos bombardeamentos russos contra a rede elétrica ucraniana, interrompendo a trégua previamente anunciada.
A tensão geopolítica estende-se igualmente ao Golfo Pérsico, onde dois petroleiros foram alvos de investidas ao largo da Arábia Saudita na última sexta-feira. Relatórios da autoridade marítima britânica confirmam disparos contra as embarcações, num contexto de intensificação de ataques atribuídos ao Irão para perturbar o escoamento do crude na região.
Impacto nos mercados
A instabilidade no abastecimento global sustenta a volatilidade das matérias-primas energéticas e pressiona em alta os prémios de risco do crude. O setor da energia e os fundos cotados associados à commodity mantêm-se no centro das atenções dos investidores, antecipando potenciais perturbações no fornecimento e no custo dos refinados.
Resumo elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes indicadas. Pode conter erros ou omissões: confirma sempre na fonte. Não é aconselhamento nem recomendação de investimento.
Artigo da redação da Bull Value a partir de fontes noticiosas internacionais. Não constitui recomendação de investimento.
Fontes originais: CNBC