Yields dos Treasuries a 30 anos atingem máximos de 2004
As yields das obrigações do Tesouro americano continuam a subir, com a referência a 30 anos a atingir o nível mais alto desde 2004.
As yields das obrigações do Tesouro americano atingiram novos máximos de várias décadas esta quinta-feira, impulsionadas pelas apostas dos investidores numa nova subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal. A yield da obrigação a 30 anos avançou 6 pontos base para 5,462%, alcançando um pico não visto desde 2004. Em simultâneo, a yield da obrigação de referência a 10 anos subiu acima de 5,166%, atingindo o nível mais elevado desde julho de 2007.
Esta vaga de vendas no mercado obrigacionista não se limitou aos Estados Unidos. As obrigações globais também registaram forte pressão vendedora, com a yield da dívida japonesa a 10 anos a subir para o valor mais alto desde agosto de 1996. Os Gilts britânicos e os Bunds alemães acompanharam a tendência, com várias yields na Europa a atingirem novos máximos plurianuais.
O movimento atual aprofunda a forte correção da dívida soberana registada na véspera, alimentada por dados macroeconómicos sólidos nos Estados Unidos, preços elevados do petróleo e declarações de responsáveis da Reserva Federal. Michael Barr e John Williams deixaram em aberto a necessidade de novos apertos na política monetária para debelar a inflação, elevando a probabilidade de uma subida de taxas na próxima reunião do FOMC.
Impacto nos mercados
A subida expressiva das yields pressiona várias classes de ativos, encarecendo o crédito à habitação e o financiamento empresarial. Os setores mais sensíveis às taxas de juro sofrem maior volatilidade, enquanto o mercado de dívida continua a ajustar-se a expectativas de uma política monetária mais restritiva por parte da Reserva Federal.
Resumo elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes indicadas. Pode conter erros ou omissões: confirma sempre na fonte. Não é aconselhamento nem recomendação de investimento.