Nova vaga de ataques no Médio Oriente mantém Estreito de Hormuz encerrado
Petroleiros atingidos perto de Omã e do Irão enquanto Teerão impõe condições para reabrir o Estreito de Hormuz.
Pelo menos dois navios foram atingidos durante o fim de semana em águas próximas de Omã e do Irão, segundo o United Kingdom Maritime Trade Operations Centre. Uma embarcação foi atingida por um projétil a quatro milhas náuticas a leste de Omã no sábado, enquanto outro petroleiro sofreu danos na sala de máquinas no domingo, no próprio Estreito de Hormuz.
Esta escalada ocorre enquanto Teerão reitera a sua posição de que a via marítima crucial não será reaberta até que sejam cumpridas sete condições baseadas no Memorando de Islamabad. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país não regulará a sua segurança nacional através de publicações de responsáveis americanos, exigindo o fim dos atos de agressão dos Estados Unidos, o levantamento do bloqueio naval e a libertação de ativos iranianos.
Em paralelo, a infraestrutura energética da Arábia Saudita voltou a ser alvo de ataques. Os Houthis no Iémen assumiram a autoria de uma ofensiva com mísseis balísticos e drones contra uma instalação da Saudi Aramco em Riade, em retaliação aos ataques sauditas no Iémen. Analistas apontam que o conflito regional continua altamente volátil, alimentando receios de uma retoma total das hostilidades.
Impacto nos mercados
A tensão contínua no Médio Oriente e o encerramento prolongado do Estreito de Hormuz mantêm a pressão altista sobre os mercados de energia e aumentam as expectativas de inflação global. O setor petrolífero e as empresas de transporte marítimo enfrentam volatilidade acrescida, com o Brent a cotar nos 102,25 dólares por barril e o WTI nos 91,11 dólares, apesar da recente decisão do G7 de libertar reservas estratégicas para aliviar o mercado.
Resumo elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes indicadas. Pode conter erros ou omissões: confirma sempre na fonte. Não é aconselhamento nem recomendação de investimento.
Artigo da redação da Bull Value a partir de fontes noticiosas internacionais. Não constitui recomendação de investimento.
Fontes originais: CNBC