Ações da Shein caem 9% na estreia em bolsa em Hong Kong
A Shein estreou-se na Bolsa de Hong Kong com uma queda de 9%, fixando a sua avaliação em 26,5 mil milhões de dólares após fracos resultados no primeiro trimestre e travões regulatórios.
A Shein registou uma queda de 9% na sua estreia na Bolsa de Hong Kong, esta terça-feira. A oferta pública inicial permitiu angariar cerca de 13,60 mil milhões de dólares de Hong Kong (aproximadamente 1,74 mil milhões de dólares americanos) através da venda de sensivelmente 280 milhões de ações. O preço final fixou-se nos 48,56 HKD por ação, abaixo do valor máximo previsto de 49,5 HKD, avaliando a gigante do fast-fashion em cerca de 26,5 mil milhões de dólares — um recuo significativo face aos 100 mil milhões de dólares alcançados em mercado privado em 2022.
A admissão à cotação em Hong Kong surge após tentativas falhadas de abertura de capital em Nova Iorque e Londres. A empresa, que transferiu a sua sede para Singapura em 2022, viu Pequim recusar a aprovação para cotar no mercado britânico devido a divulgações de risco associadas à sua cadeia de abastecimento na China. De acordo com o prospeto, a Shein planeia utilizar 40% das receitas do IPO para reforçar as suas capacidades tecnológicas e outros 40% para impulsionar a notoriedade da marca e a presença global.
No plano financeiro, a Shein reportou uma receita líquida de 41,8 mil milhões de dólares em 2025, face aos 38,7 mil milhões do ano anterior. Contudo, no primeiro trimestre deste ano, a empresa obteve 9,05 mil milhões de dólares em receitas mas registou um prejuízo líquido de 99 milhões de dólares, revertendo o lucro do período homólogo. A empresa atribuiu o prejuízo sobretudo a perdas de justo valor em ações preferenciais convertíveis e resgatáveis.
O negócio enfrenta igualmente pressões de mercado nos seus principais destinos de venda. Alterações nas tarifas nos Estados Unidos e na Europa abrandaram o crescimento das receitas e pressionaram as margens de lucro, enquanto a concorrência de plataformas como o TikTok Shop e a Temu continua a intensificar-se no segmento do comércio eletrónico de desconto.
Impacto nos mercados
A desvalorização da Shein na estreia em bolsa reflete a cautela dos investidores em relação ao setor do retalho digital e fast-fashion, impactado por incertezas pautais na Europa e nos Estados Unidos. A concorrência acrescida de plataformas como o TikTok Shop e a Temu condiciona o sentimento sobre as margens das retalhistas do setor, enquanto o resultado em Hong Kong sinaliza um apetite mais moderado do mercado para novas admissões em bolsa na região.
Resumo elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes indicadas. Pode conter erros ou omissões: confirma sempre na fonte. Não é aconselhamento nem recomendação de investimento.