Berkshire Hathaway reforça no setor imobiliário com posição de 10% na Lennar
O conglomerado liderado por Greg Abel acumulou uma posição avaliada em 1,8 mil milhões de dólares na construtora norte-americana Lennar.
A Berkshire Hathaway acumulou uma posição de quase 10% na Lennar, uma das maiores construtoras residenciais dos Estados Unidos. O conglomerado adquiriu cerca de 2,7 milhões de ações da Classe A ao longo de três dias de negociação, somando agora 23,7 milhões destas ações, avaliadas em 1,8 mil milhões de dólares, além de 528 mil ações da Classe B.
A decisão surge num momento desafiante para o setor imobiliário norte-americano, fustigado pela subida das taxas de juro e pelo aumento das taxas de hipoteca a 30 anos para os 6,95%. A própria Lennar apresentou recentemente resultados do terceiro trimestre fiscal abaixo do esperado pelos analistas, com o lucro por ação nos 1,23 dólares e uma queda de 8% na receita em termos homólogos, perspetivando ainda uma guidance fraca para o quarto trimestre.
O investimento enquadra-se na estratégia tradicional de valor da Berkshire, liderada pelo presidente executivo Greg Abel, ao tirar partido da desvalorização superior a 32% que as ações da Lennar sofreram no último ano. A empresa reforça assim a sua presença no ecossistema de construção e habitação, que já inclui participações em empresas como a Clayton Homes, a Benjamin Moore e a Johns Manville.
Impacto nos mercados
As ações da Lennar registaram uma subida de até 6,6% após o anúncio da posição, atingindo um máximo de 83,24 dólares. A entrada da Berkshire Hathaway traz algum alívio ao setor de construção residencial dos EUA, que tem estado sob pressão refletida na queda do ETF SPDR S&P Homebuilders (XHB), e impacta diretamente os títulos LEN e BRK.B.
Resumo elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes indicadas. Pode conter erros ou omissões: confirma sempre na fonte. Não é aconselhamento nem recomendação de investimento.
Artigo da redação da Bull Value a partir de fontes noticiosas internacionais. Não constitui recomendação de investimento.
Fontes originais: CNBC